Este foi o homem em quem votei

Este foi o homem em quem votei tanto internamente no PSD como nas eleições nacionais. Votei porque concordei com a maioria das coisas que na época disse. Logo, ser incoerente não é, nem pode ser, estar agora em desacordo com Pedro Passos Coelho; ser incoerente é estar agora de acordo com uma prática que não só não traduz aquilo que antes disse como até, em muito casos, contraria flagrantemente aquele que parecia ser o fio condutor da sua política. Portanto, para estar de acordo antes, não posso estar de acordo agora! Isso sim, seria incoerência!

Posso até compreender que as soluções para o país não sejam fáceis, posso inclusivamente aceitar que não exista solução que não implique sacrificíos, mas então porque razão o discurso de agora não tem convergência com o discurso anterior? Porque não há uma explicação plausível sobre o que verdadeiramente motivou que a práxis fosse substancialmente diferente da doutrina?

Só assim é que se ganham eleições? Se esta for a resposta fica definitivamente esclarecida a razão pela qual eu em Estremoz tive um resultado tão escasso... afinal, não prometi nada que não pudesse cumprir no caso de chegar ao poder.

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