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Participação Cívica

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Este pretende ser um espaço de participação cívica. Aqui iremos debruçar-nos sobre o quotidiano político, seja de âmbito nacional seja de âmbito regional ou local.

António J. B. Ramalho

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Em tempos de crise, a pouca vergonha do costume

É deveras constrangedor constatar que há instituições que se deliciam em tramar os mais incautos. Neste capítulo incluo algumas instituições financeiras, nomeadamente bancárias, as quais não obstante continuem a realizar lucros supranormais em contexto de crise ainda não se conformaram com o facto de o MERCADO andar a proporcionar aos seus clientes taxas de juro anormalmente baixas.

Campanha BES Euribor 2007Um pouco antes de a EURIBOR ter registado valores próximos dos 6% - no ponta final do ano de 2008 - assistimos a uma campanha do BES denominada "Desce Euribor Desce", a qual induziu alguns milhares de clientes a aderirem a uma taxa fixa para o crédito à habitação. Ora tal taxa, porque era fixa, tinha de ficar alguns pontos acima da Euribor à época vigente, havendo casos em que de tal negociação vieram a resultar taxas de juro próximas dos 8%... "mas que jamais subiriam num prazo de (..., salvo erro....), 3 anos". Pois foi, as pessoas que assustadas com a subida da Euribor aderiram a tal campanha só ficaram a pagar quase mais 200 euros por mês por cada 100 mil euros de empréstimo, quando no ano seguinte as taxas Euribor mergulharam para níveis historicamente baixos.

A questão mais óbvia que se pode colocar é esta: então mas ainda alguém pensa que quando um banco faz uma campanha como aquela que referi é para perder dinheiro? Abram a pestana, se faz favor, agora que já recomeçaram as campanhas da taxa fixa...

Histórico Euribor 6A CGD anda a fazer algo que considero INQUALIFICÁVEL (para não dizer desde logo, VERGONHOSO). De uma forma que dificilmente se pode considerar inocente anda a ver se consegue subir os spreads dos seus contratos, incluindo aqueles que estão associados a mutuários que zelosa e pontualmente cumprem os pagamentos das suas prestações. Mandam uma cartinha - a mim já me mandaram duas com o mesmo teor - a dizer que eu deixei de ter um determinado seguro multirriscos e que, como tal, não poderei continuar a usufruir do meu actual spread, mas tão-somente de um outro 2,1 pontos percentuais acima do original. O problema é que tal afirmação é FALSA! (Mudei, efectivamente, de companhia de seguros, saindo de uma do grupo CGD para outra que me conferia, com idênticas coberturas, condições mais vantajosas, mas não deixei de ter o referido seguro.) Uma de duas: (1) ou a CGD está a querer penalizar aqueles que, por qualquer razão, deixam de ter um qualquer produto de empresas do seu grupo financeiro; ou (2) no mínimo, não está a haver o cuidado de verificar as afirmações que produz (e que não correspondem à VERDADE) provocando prejuízos muito sérios aos mais distraídos nestas coisas.

Em tempo de crise, o meu comentário é: HAJA DECÊNCIA! TENHAM VERGONHA!

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