Sensibilidade e bom senso III
Esta 3.ª edição da saga "Sensibilidade e bom senso" tem mais uma vez a ver com a forma como nos relacionamos com a Natureza. Não sendo fundamentalista, entendi - e expressei tal entendimento em Reunião de Câmara - que as calçadas não são o local mais adequado para deixar crescer a vegetação espontânea. Como os locais onde existem pavimentos raramente voltam a ser zonas verdes, defendi a utilização de mondas químicas como forma de prevenir o aspecto de abandono e de incúria que algumas ruas apresentam de quando em vez. Porém, não disse para o fazerem nos canteiros. Infelizmente, a equipa directiva acatou a minha sugestão da pior maneira: como a foto documenta continuam a existir espaços públicos onde a monda química seria não só aceitável como mesmo desejável; porém, os zelosos políticos que nos dirigem decidiram estender tal acção a espaços verdes não tratados. Se está errado haver zonas verdes sem o desejável arranjo, duplica-se o erro quando se aplicam venenos nos solos tornando mais difícil qualquer germinação futura.
Já não bastava colocarem cercas de gado no espaço urbano (na Rua Projectada à Avenida Tomás Alcaide)...
