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Mudança é construir uma economia que recompensa não apenas a riqueza, mas também o trabalho e os trabalhadores que a criam (Barack Obama)

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Tempos difíceis

Este não é exactamente o momento mais oportuno para manifestar apoio ao Governo. Quem o fizer corre sempre aquele risco clássico de ser rotulado com um rotundo "és como eles!". De facto são tantas e tão marcantes as medidas impopulares que estão a ser tomadas, que se torna difícil concordar com todas. E não concordo mesmo com todas. Tenho, porém, uma imensa dificuldade em apresentar alternativas mais agradáveis que não corram o risco de elas próprias serem "emendas piores que o soneto" a prazo.

Nunca aceitei em circunstância alguma ser apelidado como sendo alguém de "direita". Já o disse - e já o escrevi também - que tal bitola é redutora e está longe de caracterizar na sua plenitude um ideário político. Sempre me classifiquei também de "social democrata, liberal e reformista" e não é por me considerar "liberal" - o liberalismo foi primeiro político e só mais tarde económico- que alguém me pode acusar de ser de direita. Sou, é claro, republicano porque repudio veementemente que a mensagem genética garanta o apuramento da casta dos esclarecidos ou, pior ainda, daqueles que se acham embebidos por uma graça divina. Pois, já agora, a propósito das graças divinas, importa também esclarecer que não acredito nelas, pelo que defendo uma completa separação entre o exercício do poder e todo e qualquer credo religioso. Sou presidencialista assumido e acho mesmo que só os tolos e aqueles que desprezam as lições da História são capazes de ainda defender uma instituição inútil, inoportuna e potencialmente perigosa que é uma Presidência da República, tipo Monarquia Parlamentar, com "legitimidade" para dizer mal sem ter a responsabilidade de fazer melhor.

Neste Governo há coisas que me metem medo. A ânsia privatizadora - onde se inclui, por exemplo, as Águas de Portugal - assusta-me particularmente. O Estado faz sentido em tudo quanto o mecanismo de mercado não resolve eficiente e eficazmente. Receio ver vendidos por dez réis de mel coado recursos que integram o nosso património colectivo e onde, sinceramente, não vejo qualquer vantagem na privatização. Mas enfim, isso são os meus medos.

O Governo - apesar de estar a contar um apoio, com uma aceitação, muito para além do que seria expectável quando se tomam medidas severas, manifestamente impopulares - está a sentir necessidade de contrabalançar a ira dos descontentes com a informação daquilo que é pacificamente aceite, senão por todos, pelo menos por aqueles que têm uma noção mínima do que é gerir a coisa pública. Chamem-lhe PROPAGANDA se quiserem, mas eu revejo-me em todas as medidas anunciadas no vídeo seguinte...

 

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